Uma verdadeira reforma da Função Pública terá de aumentar o prestígio do emprego público, não diminuí-lo. Uma verdadeira reforma do Estado terá de incentivar a auto-estima dos funcionários públicos e fazer com que sejam eles(as) próprios(as) a estimular a mudança que a nossa Administração Pública necessita.
Considero essencial promover consensos sobre os grandes problemas de organização da Nação e do Estado. A minha visão sobre essa organização assenta na aceitação de que a democracia supõe a existência de serviços públicos fundadores da sua própria essência. E, destes, dois não me suscitam qualquer dúvida: a Saúde e a Educação. Assim pensando, não me furtarei à discussão, útil e necessária, sobre os respectivos modelos de financiamento. Mas combaterei com a arma que tenho, a palavra, os que visarem destruir a Escola Pública e o Sistema Nacional de Saúde.
(…)
Choca-me que a mesma doença mereça tratamento diferente, consoante o dinheiro que o doente possua. Choca-me que idênticas inteligências e iguais qualidades de trabalho e aplicação ao estudo conduzam a resultados diferentes, em função de condições económicas diferentes. ”
Tudo isto tem uma vantagem: é uma excelente lição de política para muita gente. Quem diz que não é de esquerda nem de direita, quem tem apenas a sua suposta superioridade moral como programa e quem entra no combate político desprezando quem há muito o faz nunca é de confiança. Um dia terão que se decidir. E Nobre decidiu-se: escolheu a direita ultraliberal em troca das honras de um lugar no Estado. Na hora da compra, os vaidosos têm uma vantagem: saem mais baratos. Não precisam de bons salários ou de negócios. Basta dar-lhes um trono e a sensação de que são importantes. Vendem a alma por isso. ”
Olha, não me leves a mal, mas não vou aceitar o teu convite de amizade no Facebook.
Vou explicar-te: já falei com muitos colegas professores sobre este assunto e cheguei à conclusão que não devo ter como “amigos” virtuais os meus alunos ou alunos da escola onde lecciono. Acho que devemos fazer claramente a distinção entre a nossa vida profissional e a nossa vida pessoal. As redes sociais fomentam uma certa confusão entre os dois domínios e isso não me agrada.
Há professores, claro, que não concordam comigo. Enfim, não somos todos iguais.
Já me falaram elogiosamente acerca de ti, como sendo um bom aluno e pessoa muito responsável. Estou certo que irás compreender.
Mas já é possível, a dois meses de distância, apontar o vencedor mais que provável dessas legislativas. Não, não é o PSD de Pedro de Passos Coelho, que lidera as sondagens: é o Ecofin. Ou, se vos soar melhor, a União Europeia, o FMI ou o Banco Central Europeu.
(…)
Este esvaziamento da democracia é muito mais do que um dano colateral da crise em que estamos envolvidos. Estaremos realmente conscientes disso? ”
Repeti que o subdesenvolvimento estava na enorme preguiça mental que atravessa tudo, da comunicação social à política. Que num país em que somos todos primos uns dos outros, é difícil a democracia. Que os bens são escassos e a fome é muita. (…)
E tudo isto é ampliado, produzido, alimentado, por uma comunicação social que é parte fundamental da máquina de mediocridade que está a funcionar nas democracias já há muito tempo e, a continuar assim, acabará por matá-las. ”